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Há esperança no fundo da tabela?

É natural que, normalmente, o principal foco dos destaques da liga seja no sucesso e não nas dificuldades. Neste pequeno artigo tentámos contrariar a tendência e olhar para as equipas que estão abaixo dos 40% de vitórias na época. Há situações para todos os gostos: equipas à deriva, mas com mudanças no General Manager, equipas a subir de posições vertiginosamente e equipas que estão estáveis na mediocridade.



Começamos pelos Atlanta Hawks, comandados por David Moura, um GM muito experiente e competente que, nas últimas semanas acabou por mostrar que tem um plano bem definido para colocar os Hawks no bom caminho. Para o futuro, claro, porque esta época já não há muito a fazer. Na data deste artigo o registo é de 17-38 e nem as mais recentes exibições estrondosas de Devin Booker têm sido suficientes para mudar o rumo da situação.


A boa notícia é que - mesmo estando acima da luxury tax - há espaço de manobra e não há um poço sem fundo de insucesso à vista. O principal desafio de David Moura é mesmo ser paciente neste momento e não fazer nenhuma movimentação que possa estragar a visão implementada. Isto não significa que deva deixar o comboio das oportunidades pré-deadline passar de forma passiva.


Quem partilha das dificuldades são os Pelicans (21-34) que são os últimos classificados da conferência Oeste neste momento. Do início da temporada já não resta nem o GM nem... Nikola Jokic, trocado para os Orlando Magic numa troca que trouxe, entre outros, Tyrese Haliburton para as fileiras comandadas por Lipe Colucci.


O General Manager tem a teia montada e mesmo que este ano esteja já condenado ao insucesso, a expectativa é que na época 2 a história seja diferente. Para isso, vai ser necessária uma de duas coisas: ou conseguir renovar com Klay Thompson por um valor acessível, ou aproveitar essa limpeza no cap para fazer uma free agency sólida e competente. Sim, há esperança e sim, Colucci sabe o que faz.


Está na hora de ir até Charlotte. É, literalmente, "Lillard Time". A equipa de Duarte Gomes nunca esteve realmente encontrada durante a temporada, mesmo contando com vários bons jogadores no roster. Existiram muitos negócios em andamento que "quase" eram fechados, mas a verdade é que pouco aconteceu dentro de campo e na mesa das negociações.


Lillard bem tenta e está a fazer uma época absolutamente fantástica (25,2ppg, 9,7apg), mas a verdade é que além do base e de sólidas contribuições de Turner e Barrett o resto da equipa não cola e não tem entrosamento suficiente para ganhar jogos. Mas, ainda assim, há talento e flexibilidade suficiente para fazer melhor no próximo ano.



Numa situação muito diferente das anteriores estão os Utah Jazz. Desde a chegada de Adriano Catarino que o franchise se revitalizou por completo. Saiu Zion Williamson, é certo, mas juntaram-se Alperen Sengun, Josh Giddey e Jarrett Allen (não no mesmo negócio). E, claro, Brunson continua por lá, a comandar umas tropas que ainda não deitaram a toalha ao chão com tanto jogo por disputar.


Os Playoffs estão difíceis, mas ainda não são impossíveis e a formação de Salt Lake é das que tem estado em melhor forma entre aquelas que estão a sonhar com o playin. Falta de vontade do GM não será e, mesmo que falhe este ano, no próximo não será descabido sonhar com um top5 na conferência. Até porque competência... existe.


Já Indiana padece da mesma "estabilidade podre" de Charlotte. Tiago Moreira é um dos GM's mais queridos da liga e, claro, é competente, mas não está - de momento - a conseguir extrair o melhor dos seus jogadores. Nem sequer de Murray e de Derozan, por exemplo.


Há rumores de que Derozan pode estar de saída e o próprio GM já declarou publicamente que estará a desistir deste ano em prol de tentar construir os alicerces para o futuro. Talvez seja uma boa ideia, os Indiana são capazes de melhor.


Por fim, os "outrora cascudos" Dallas Mavericks. A equipa texana sofreu um abalo recente com a saída inesperada de Mário Pelicano. O senhor que se segue na cadeira de GM é Filipe Pardal - ainda que não se comprometa a ficar para a próxima época.


Não há como negar: são uma das equipas mais destruturadas do ChampNBA neste momento e vai requerer alguma criatividade para colocar o franchise em condições de competir na época 2.


Há muita esperança no fundo da tabela, mas também há alguma "paz" com o insucesso. A luz ao fundo do túnel é estarmos a falar de bons GM's e de, ainda assim, bons talentos. Não há situações irreversíveis e a luta pelo playin ainda pode até surpreender.


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